Um dia você disse que o seu medo era me
perder. Um dia você falou que o amor era a tal "dúvida". É engraçado
lembrar que algum dia você me fez sorrir, que me fez escutar a mesma música
repetidas vezes. É inútil lembrar o que aconteceu depois dessas promessas e doloroso relembrar a dor que você me fez sentir, é inútil ainda te amar tanto
assim, porém eu sei que é uma dor que insiste em permanecer em mim. Você fez todas essas promessas e em pouco tempo as quebrou levando junto
uma parte do meu coração ainda inocente e que pouco sabia sobre o que
significava amar... Você provavelmente só esqueceu todas as promessas, todos os
sorrisos... eu pelo menos estou tentando te esquecer, mas e você?
Agora aquela música não tem o mesmo
significado, aqueles bilhetes já foram queimados, aqueles blocos de notas e aquelas cartas rasgadas e eu tenho que assumir que tive muito medo, mas era um temor necessário, já que agora a ideia de que muitas
pessoas usavam máscaras para esconder a mais profunda escuridão, já estava comigo. Eu até já sei o que você vai dizer, ou o que lá no fundo você sente.
Você fez promessas (que quebrou) e mudou . Você pode estar
tentando ser alguém que você nunca foi, pode estar tentando usar uma máscara
(que tenta cobrir todos os seus sentimentos), mas que só cobre o que você é
pela metade, porque sua alma continua sendo a mesma. Pode estar querendo passar
por cima de todos (se sentindo alguém, que funciona basicamente como um
personagem), mas eu realmente não vou aceitar fazer mais parte dessa trama.
Como uma das minhas autoras favoritas – Bruna Vieira - já escreveu: “Dizem por aí, e eu concordo plenamente: a melhor maneira de ser feliz com alguém é aprender a ser feliz sozinho. Daí a companhia será questão de escolha, e não de necessidade.”






